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domingo, 13 de março de 2011
Terremoto pode ter deslocado o Japão quase 2,4 m, diz USGS
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| Foto de satélite mostra o antes e depois do terremoto que devastou cidades japonesas |
O terremoto de sexta-feira no Japão pode ter deslocado a ilha 2,4 metros, anunciou o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês). "Oito pés (2,4 metros) é um número importante", disse o sismólogo Paul Earle.
O sismo de magnitude 9, o mais potente registrado até agora no Japão, e o tsunami que se seguiu deixaram mais de 3 mil mortos e desaparecidos, segundo contagem provisória da polícia e da AFP.
Segundo o Instituto, a placa do Pacífico se ajusta anualmente cerca de 83 mm, mas um terremoto de grande magnitude pode movê-la consideravelmente, com consequências catastróficas.
Novo terremoto é esperado no Japão antes de 4ª feira.
Especialistas advertem para o risco de outro fortíssimo tremor até quarta-feira
As autoridades japonesas elevaram neste domingo (13) para 1.217 o número de mortos e 1.086 o de desaparecidos pelo terremoto da última sexta-feira (11), enquanto especialistas advertiram que as réplicas podem se prolongar durante toda a semana.
Espera-se que o número de vítimas continue aumentando, pois só na província de Miyagi a Polícia acredita que haverá, pelo menos, 10 mil mortes. A maioria dessas vítimas, ainda não oficialmente contabilizadas, está em Minamisanriku, uma localidade litorânea totalmente arrasada pelo tsunami que seguiu o terremoto.
Também há outras 1.167 pessoas desaparecidas na província de Fukushima, segundo a apuração das autoridades locais.
Por outro lado, os especialistas alertaram que o nordeste do país sofrerá réplicas [tremores secundários ao terremoto de 8,9 graus na escala Richter registrado na sexta-feira] durante uma semana. Além disso, há 70% de possibilidades de que alguma delas supere, antes de quarta-feira, os 7 graus de magnitude.
O diretor da Agência Meteorológica do Japão, Takashi Yokota, indicou à TV NHK que, dentro de três dias, esse risco se reduzirá em 50% em uma área de 500 km de comprimento e 200 km de largura no litoral das províncias de Ibaraki e Miyagi.
Mais de 100 mil militares foram deslocados para socorrer as vítimas, ajudados por equipes de resgate e pessoal especializado de quase 70 países. O porta-aviões americano Ronald Reagan também foi para a região.
Além do resgate, a atenção está concentrada na situação de duas usinas nucleares de Fukushima, onde há vários reatores com problemas de superaquecimento depois que os cortes de energia gerados pelo terremoto danificaram o sistema de refrigeração.
Cerca de 210 mil pessoas foram forçadas a sair de suas casas em um raio de 20 km ao redor da central número 1 de Fukushima, enquanto em todo o país o número de pessoas retiradas chega a 390 mil.
O primeiro-ministro do Japão, Naoto Kan, pediu neste domingo união a seus cidadãos para enfrentar as consequências do grave terremoto de sexta-feira, que qualificou como a pior crise enfrentada pelo país desde o final da Segunda Guerra Mundial.
sexta-feira, 11 de março de 2011
Terremoto do Japão pode ter deslocado eixo da Terra
Tremor atingiu magnitude de 8,9 na escala Richter na província de Miyagi
O devastador terremoto de 8,9 graus de magnitude na escala Richter que abalou nesta sexta-feira (11) o Japão pode ter deslocado em quase 10 centímetros o eixo de rotação da Terra, segundo um estudo preliminar do INGV (Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia da Itália).
O INGV, que desde 1999 estudou os diversos fenômenos sísmicos registrados na Itália, como o devastador terremoto da região dos Abruzos de 6 de abril de 2009, explica em uma nota que o impacto do terremoto do Japão sobre o eixo da Terra pode ser o segundo maior de que se tem notícia. Em comunicado, o instituto disse:
- O impacto deste fato sobre o eixo de rotação foi muito maior que o do grande terremoto de Sumatra de 2004 e provavelmente é o segundo maior, atrás apenas do terremoto do Chile de 1960.
Mais de 300 pessoas morreram na província japonesa de Miyagi (ao leste do país) por causa do tsunami provocado pelo terremoto, mas ainda há 349 desaparecidos em todo o território japonês. Teme-se que o número de mortos aumente, já que há edifícios destruídos em várias regiões.
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